Apae de Jundiaí foi oficialmente fundada no dia 7 de setembro de 1957. A idéia da sua criação teve origem nas preocupações da professora primária Ignêz Aparecida Silva Oliveira Enfeldt no sentido de proporcionar atendimento especializado de ensino a crianças com deficiência mental.
Sensibilizada com a questão social dessas crianças e disposta a facilitar-lhes o aprendizado escolar, a professora Ignêz convenceu o seu marido -- o jornalista Guilherme Enfeldt -- e diversos integrantes da sociedade local a darem início a uma campanha em prol da assistência especializada em deficiência mental.
Logo seus esforços resultaram na criação da entidade que até hoje, sem interrupção, vem se esmerando cada vez mais no atendimento aos deficientes.
| Fundadores |
Alguns Sócios-Fundadores da APAE:
| Criação Oficial |
A data da posse da primeira diretoria marcou a criação oficial da Apae de Jundiaí. Os esforços conjuntos do casal Enfeldt conseguiram que o então Grupo Escolar Cel. Siqueira de Moraes cedesse duas de suas classes para os alunos especiais. Simultaneamente a nova entidade enviou para a Capital duas professoras destinadas à habilitação no curso de especialização da Seção de Higiene Mental Escolar do Estado. Administrativamente a Apae de Jundiaí funcionava na sede do jornal "Gazeta de São Paulo", então situada na rua do Rosário, 145. Ali foram realizadas cinco reuniões ordinárias, nove extraordinárias e três assembléias gerais, nas quais se determinaram a política e os rumos a seguir pela organização. A entidade recebeu um apoio inestimável da Fundação Cásper Líbero que, além de ceder gratuitamente seu espaço, jamais lhe cobrou por qualquer outra eventual despesa.
Dois anos mais tarde, em 1959, o incremento das atividades levou a diretoria da Apae a ampliar suas instalações. Nessa ocasião, determinada a incrementar o atendimento prestado, conseguiu alugar uma garagem na Rua Senador Fonseca e ali instalou sua Oficina Pedagógica Santo Antônio. Desde a sua fundação a Apae esteve preocupada em preparar os deficientes para o ingresso no mercado de trabalho, a fim de que pudessem garantir seu próprio sustento no futuro. Foi nesse mesmo ano de 1959 que ela recebeu o título de entidade de Utilidade Pública Municipal de Jundiaí.
Cinco anos depois, a 15 de abril de 1964, a diretoria finalmente conseguiu adquirir a sede própria da instituição, um imóvel situado na avenida Dr. Cavalcanti, onde já estava em funcionamento provisório. Após reformar o imóvel, adequando-o melhor às suas necessidades, instalou ali a Oficina Santo Antônio, que passou a funcionar em 8 de março de 1965. Mas em 1967 a sede foi alvo de nova reforma, única alternativa capaz de garantir a ampliação do atendimento, visto que o sucesso de sua ação social tornara-a foco de busca para o auxílio especializado. De fato sua clientela crescera rapidamente na região, passando a contar com a inclusão de necessitados também das populações de cidades vizinhas, como Campinas, Itatiba e Campo Limpo Paulista.
| Doação do Terreno da Vila Progresso |
Em 17 de março de 1962, a Apae recebeu como doação da Secretaria da Fazenda do Estado o terreno de 1735 m 2 da Vila Progresso, onde até hoje funciona sua sede
. Durante nove anos, a entidade e toda a sociedade jundiaiense mobilizaram-se para construir este novo prédio, planejado pelo arquiteto Vasco Venchiarutti. Sua construção, no entanto, só tornou-se possível graças a destinação das receitas obtidas pela Feira da Amizade e dos recursos fornecidos por um programa do MEC (Ministério da Educação e Cultura).
| Doação da Unidade Marechal |
Em 25 de outubro de 1978, a APAE recebeu formalmente, como herança, o imóvel da Rua Marechal, doado por Adelaide Pechar, cujo falecimento ocorreu em 3 de abril de 1977. Em 1985, a seção de fisioterapia começou a funcionar naquele local. Mais tarde seria implantado ali também o Centro de Treinamento Profissionalizante (também conhecido como CTP).
HOJE
Hoje, funcionam na Unidade Marechal o PIP - Programa de Intervenção Preventiva, a Estimulação Essencial e o NAPE - Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado; este imóvel é atualmente locado para a Prefeitura Municipal de Jundiaí, recurso que nos ajuda a manter os atendimentos oferecidos.
| Manutenção e Estrutura Atual |
A partir da década de 80, convênios federais e internacionais foram responsáveis pela manutenção dos diversos programas da Apae de Jundiaí, bem como do financiamento de estudos sobre a metodologia aplicada e até de plasticidade neural, na área de neurociências. No final da década de 80 a fundadora da Apae voltou suas preocupações no sentido da profissionalização da diretoria. Percebera que a gestão da organização já era também uma questão de conhecimento mais fundamentado, e para tanto solicitou ao empresariado local a contribuição de sua experiência de gestores profissionais na administração da entidade, no que foi logo atendida. A entusiasta professora D. Ignêz Enfeldt, fundadora e principal responsável pela criação da Apae de Jundiaí, continuou ativa na organização até 1995, o ano de sua morte.
Em 1996, a Apae incorporou em suas ações o serviço de telemarketing, passando a valer-se dessa novidade em comunicação para assegurar-se de que a contribuição sistemática da sociedade jundiaiense mantivesse a garantia da manutenção e da ampliação do seu atendimento social.
Atualmente centralizamos nossas atividades em uma única unidade – Vila Progresso, além de uma chácara, onde futuramente desenvolveremos um novo projeto.
| Os Presidentes da APAE de Jundiaí |